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Porto Canal – Aumento de casos de cancro do pulmão entre as mulheres

[:pt]O Dr. Paulo S. Costa, Radioncologista e Coordenador Clínico da Júlio Teixeira, marcou presença na rubrica Consulta Aberta, da Manhã Informativa do Porto Canal, no dia 22 de março.

Foram quase 10 minutos de conversa que começaram por esclarecer o porquê do aumento de casos de cancro do pulmão entre as mulheres nos últimos anos. “Existem vários motivos para o cancro do pulmão estar a aumentar e, um deles, está relacionado com as campanhas de marketing das tabaqueiras, há 40 anos, em que havia uma noção de que a mulher deveria ser igual ao homem e que essa igualdade devia passar também pelos hábitos tabágicos”, refere o radioncologista. “Embora essas campanhas já tenham terminado, os efeitos delas estão a chegar agora”, acrescenta.

 

O fumo passivo também foi abordado nesta entrevista, tendo o Dr. Paulo Costa alertado que este “afeta pessoas de todas as faixas etárias. Para além do cancro do pulmão, existem outras patologias igualmente importantes que também podem ser potenciadas e agravadas por ambientes poluídos pelo fumo do tabaco”.

 

Em termos preventivos, o especialista refere a importância dos “hábitos de vida saudáveis, entre eles uma alimentação regrada e a prática regular de exercício físico, e estar atento a sinais como tosse persistente e continuada ao longo de vários meses, expetoração com sangue ou dor no tórax”.

Se não teve oportunidade de ver a entrevista em direto, veja agora.

 

[:en]The Doctor. Paulo S. Costa, Radioncologist and Clinical Coordinator at Júlio Teixeira, was present at the Open Consultation section of the Porto Canal Informative Morning. in the last years.

“There are several reasons why lung cancer is on the rise, and one of them is related to the marketing campaigns of tobacco companies, 40 years ago, in which there was a notion that women should be equal to men and that equality should also go through smoking habits”, says the radio oncologist.

“Although those campaigns are now over, their effects are coming in now”, he adds. Secondhand smoke was also addressed in this interview, with Dr. Paulo Costa warned that this “affects people of all age groups. In addition to lung cancer, there are other equally important pathologies that can also be enhanced and aggravated by environments polluted by tobacco smoke”. the regular practice of physical exercise, and being aware of signs such as a persistent cough that continues over several months, bloody sputum or chest pain.”

If you didn’t have the opportunity to watch the interview live, watch it now.

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Reportagem TVI/CNN “Cyberknife®”

[:pt]Reportagem TVI/CNN sobre a CyberKnife® M6, realizada nas instalações da JÚLIO TEIXEIRA,SA no ICUF, Porto.

Consulte a reportagem, clique aqui!

[:en]TVI/CNN report on the CyberKnife® M6, held at JÚLIO TEIXEIRA,SA’s facilities at ICUF, Porto. See the report, click here![:]

“UM ROBÔT CONTRA O CANCRO”

[:pt]Dr. Paulo S. Costa, Coordenador Clínico da Júlio Teixeira, SA, em entrevista à revista VISÃO SAÚDE do passado dia 01 de junho, sob o título “UM ROBÔT CONTRA O CANCRO”, explica algumas especificidades e vantagens para o Doente, que a  CYBERKNIFE, equipamento único em Portugal, propicia nos tratamentos de Radioterapia.

[:en]Dr. Paulo S. Costa, Clinical Coordinator of Júlio Teixeira, SA, in an interview with the magazine VISÃO SAÚDE on June 1st, under the title “A ROBOT AGAINST CANCER”, explains some specificities and advantages for the patient, which CYBERKNIFE, unique equipment in Portugal, it provides in Radiotherapy treatments.

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Artigo de opinião “+ vida” nº28

[:pt]A revista + vida na sua edição nº28 (pág.34) publicou um artigo de opinião da autoria do Dr. Paulo Costa – Coordenador Clinico da Unidade de Radioterapia Júlio Teixeira no Instituto CUF Porto:


“Existem hoje diferentes possibilidades de aplicação”, refere Paulo Costa, Coordenador Clínico da Unidade de Radioncologia no Instituto CUF Porto. “A mais convencional continua a ser a radioterapia externa, mas também existe a radioterapia intraoperatória e a braquiterapia.”

A radioterapia intraoperatória, em particular, pode ser usada em fases mais iniciais da doença, em casos selecionados, dentro do bloco operatório, durante a cirurgia de remoção tumoral. A cirurgia demora mais 30 minutos, mas a doente já não tem de fazer radioterapia a seguir. “É algo que já fazemos nas unidades CUF. Temos uma casuística de mais de 100 doentes tratados com excelentes resultados”, garante Paulo Costa.

O médico reforça, contudo, que a maior parte das doentes continua a ser indicada para radioterapia externa: “A radioterapia externa tem hoje uma grande multiplicidade de soluções, das quais destaco os tratamentos acelerados, em que podemos tratar a doente de uma forma mais rápida sem que isso implique menor eficácia terapêutica ou toxicidade acrescida.”

Paulo Costa acrescenta: “Há 25 anos, independentemente do tipo de cancro da mama, eram utilizados volumes de tratamento praticamente iguais. Hoje, conseguimos tratar apenas o volume onde estava o tumor – o leito tumoral – e preservar as restantes estruturas mamárias.”

Para este especialista, tal só é possível graças ao maior conhecimento da biologia tumoral e à melhor capacidade para definir uma estratégia terapêutica integrada.

 

Consulte a publicação em:
https://www.cuf.pt/sites/portalcuf/files/documents/2021-10/vida28.pdf

[:en]The magazine + vida in its issue nº28 (page 34) published an opinion article by Dr. Paulo Costa – Clinical Coordinator of the Júlio Teixeira Radiotherapy Unit at Instituto CUF Porto:

“There are different application possibilities today”, says Paulo Costa, Clinical Coordinator of the Radioncology Unit at Instituto CUF Porto. “The most conventional is still external radiotherapy, but there is also intraoperative radiotherapy and brachytherapy.”

Intraoperative radiotherapy, in particular, can be used in earlier stages of the disease, in selected cases, within the operating room, during tumor removal surgery. The surgery takes another 30 minutes, but the patient no longer has to undergo radiotherapy afterwards. “It’s something we already do at CUF units. We have a sample of more than 100 patients treated with excellent results”, guarantees Paulo Costa. The doctor reinforces, however, that most patients are still indicated for external radiotherapy: “External radiotherapy today has a great variety of solutions, of which I highlight the accelerated treatments, in which we can treat the patient more quickly without this implying less therapeutic efficacy or increased toxicity.”

Paulo Costa adds: “25 years ago, regardless of the type of breast cancer, practically equal volumes of treatment were used. Today, we are able to treat only the volume where the tumor was – the tumor bed  – and preserve the remaining breast structures.”

For this specialist, this is only possible thanks to greater knowledge of tumor biology and better ability to define an integrated therapeutic strategy.

 

See the publication at:
https://www.cuf.pt/sites/portalcuf/files/documents/2021-10/vida28.pdf

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ARO – 2019 CASE REPORT OF THE YEAR

[:pt]Artigo da Dra Catarina Martins, Interna de especialidade em Radioterapia no HOSPITAL DE BRAGA, EPE, já distinguido com o PRÉMIO JÚLIO TEIXEIRA nos ENCONTROS DA PRIMAVERA 2019, eleito pela ARO –  APPLIED RADIATION ONCOLOGY como 2019 CASE REPORT OF THE YEAR.

WINNER: Abscopal effect of radiation therapy in monotherapy in a patient with malignant melanoma By Catarina Martins Silva, MD; Carlos Fardilha, MD; Diana Freitas, MD; Graça Fonseca, MD; Manuel Louro, MD; Paulo Costa, MD

https://appliedradiationoncology.com/articles/aro-2019-article-of-the-year-winners

PDF: RADIATION_ONCOLOGY_CASE_2019[:]

Artigo Opinião do Dr. Paulo S. Costa, Coordenador Clínico da Júlio Teixeira.

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Artigo Opinião do Dr. Paulo S. Costa, Coordenador Clínico da Júlio Teixeira, publicado no dia 16 de Abril, no RaioX – JORNAL DE SAÚDE ONLINE.

“Realizou-se no dia 16 de março, no Hotel Olissippo Oriente, em Lisboa, um evento científico dedicado ao tema “Novos desafios em Oncologia”. No âmbito desta reunião, que juntou radioncologistas de todo o país, o Raio-X partilha um artigo de opinião de Paulo Costa, coordenador clínico do Departamento de Radioterapia Dr. Júlio Teixeira, do Instituto CUF Porto, que aborda a doença oncológica e as novas estratégias de tratamento.

São exemplos desta nova atitude a Hipertermia,e a Radiocirurgia Estereotáxica (SRS).

Em função do enquadramento clínico, a hipertermia tem vindo a afirmar-se como uma estratégia a considerar na abordagem do doente oncológico. Consignada em algumas áreas de patologia como parte integrante das guidelines de tratamento oncológico, acrescenta mais-valias na estratégia multidisciplinar de abordagem terapêutica oncológica.

De igual forma a Radiocirurgia Estereotáxica (SRS) como opção de tratamento na abordagem da doença oncológica tem vindo a evoluir ao longo das últimas décadas.

Aliando uma precisão topográfica submilimétrica á total ausência de invasividade na realização do tratamento, esta modalidade terapêutica tem vindo adquirir uma importância crescente numa estratégia multidisciplinar de abordagem da doença oncológica integrando-se nos novos conceitos de tratamento da doença oligometastática. e de imuno-modulação da resposta anti-tumoral por parte do hospedeiro.

A possibilidade de realizar uma radioterapia de elevada precisão com diminuição marcada das toxicidades associadas a este tratamento permite ultrapassar as limitações clássicas, que no passado estavam invariavelmente associadas á impossibilidade de re-tratamento, em função da localização anatómica ou da proximidade a estruturas críticas. Assim torna-se possível encarar novas estratégias de tratamento em que anteriormente a cirurgia minimamente invasiva ou outras formas de radioterapia não seriam opções válidas de tratamento.

A par dos últimos estudos na área da oligometastização onde a SRS desempenha um papel determinante nos resultados obtidos, têm vindo a ser conhecidos alguns mecanismos subjacentes aos efeitos imunológicos provocados pela radioterapia.

São exemplos deste último mecanismo o efeito “abscopal” de mediação imunológica rádio-induzida. A associação deste tratamento a inibidores do CTLA-4 e do complexo PD1/PDL1 tem vindo a ser investigado como muito promissor neste contexto, deixando antever um papel estratégico da SRS na abordagem terapêutica multidisciplinar da doença oncológica.

Ao juntarmos neste evento um grupo de especialistas com vasta experiência nestas áreas pretendemos partilhar experiências, debater ideias quanto ás novas estratégias de tratamento em Oncologia e apontar direcções para uma integração multidisciplinar crescente na abordagem terapêutica do doente oncológico.”

link da noticia:

Por favor, clique aqui!

 

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“TRATAMENTO DA DOENÇA METASTÁTICA HEPÁTICA”

[:pt]Artigo Publicado na Coluna “Opinião do Radioncologista” com o Título “TRATAMENTO DA DOENÇA METASTÁTICA HEPÁTICA” da Autoria do Dr Paulo S. Costa, publicado na Edição de Novembro/Dezembro, Nº 36 (página 66), da Revista MEDICO NEWS.

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Reportagem da TVSEI (Itália) – Dr Paulo Costa

[:pt]Reportagem TVSEI – Itália sobre a participação do Dr Paulo Costa na divulgação da técnica de aplicação de balões no tratamento do cancro da próstata.

http://www.tvsei.it/2018/03/asl-di-teramo-primi-in-italia-nella-cura-innovativa-del-cancro-alla-prostata/[:en]TVSEI report about Dr. Paulo Costa’s role in disseminating the balloon application technique for the treatment of prostate cancer.

http://www.tvsei.it/2018/03/asl-di-teramo-primi-in-italia-nella-cura-innovativa-del-cancro-alla-prostata/[:]

Hipertermia no tratamento do cancro – Entrevista Porto Canal

[:pt]Programa: Consultório do Porto Canal, dia 16 de Janeiro de 2017

Assista ao video, clique aqui!

Tema: Hipertermia no tratamento do cancro
Dr. Moreira Pinto (Oncologista) e Dr. Paulo Costa (Radioncologista)[:en]Program: ‘Consultório’ on Porto Canal, 16th of January 2017
Watch the video, click here!!
Topic: Hyperthermia in the treatment of cancer
Dr. Moreira Pinto (Oncologist) and Dr. Paulo Costa (Radiation Oncologist)


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Reportagem na revista SÁBADO – Hipertermia

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Sabia que o calor pode ser uma poderosa arma contra o cancro? A hipertermia, usada em conjunto com a quimioterapia e a radioterapia, pode ser a solução quando já não há alternativas

Janeiro de 2016. A mancha vermelha que lhe apareceu por cima da cicatriz, e que agora existe no lugar da sua mama esquerda, denunciava-se a si própria. “Está aqui novamente”, pensou de imediato Maria do Céu Gaspar. Em apenas 15 dias (o tempo que o resultado da biópsia demorou a estar pronto) cresceu: começou com o tamanho de uma moeda de dois euros e foi-se alastrando, como o sarampo, compara a telefonista. Maria do Céu tinha a certeza de que era “o monstrinho” – como se referiu ao cancro na conversa com a SÁBADO. “Só não se sabia se era uma recidiva ou se tinham ficado células tumorais depois da cirurgia [uma mastectomia radical].”

Mas esse nem era o principal problema. O pior é que aquela zona já estava bastante combalida por causa dos tratamentos – o carcinoma invasivo na mama esquerda fora-lhe diagnosticado em Julho de 2014 e, desde então, já tinha feito quimioterapia e radioterapia pré-operação. As radiações diárias, ao longo de um mês, deixaram-lhe a pele do peito preta e assada, como uma queimadura solar – que, por sorte, nunca chegou a abrir ferida. E, recentemente, iniciara quimioterapia oral. Mais: o tratamento de que realmente precisava (mais radioterapia), nas doses necessárias para produzir algum efeito, não era exequível. “Corria o risco de ficar com lesões no coração [por causa do local da recidiva].” O organismo não aguentaria tanta toxicidade.

Maria do Céu Gaspar parecia ter esgotado todas as alternativas, mas correu atrás de uma última hipótese: no IPO de Coimbra, onde estava a ser seguida (vive em Tortosendo, na Covilhã) falaram-lhe de uma terapia inovadora, que combate o cancro através do aumento da temperatura. Partiu para o Porto e dispôs-se a experimentar. O tratamento, até há pouco mais de um ano inédito em Portugal, deu-lhe uma nova oportunidade. A recidiva regrediu e hoje está sem evidências da doença.

A nova arma na luta contra o cancro chama-se hipertermia e consiste na emissão de uma corrente de radiofrequência. O que significa basicamente um aumento homogéneo da temperatura, entre os 41 e os 43 graus, na região ou no órgão que se pretende tratar. Também pode ser dirigida a todo o corpo. Para já disponível apenas no Hospital CUF Porto, não funciona como um tratamento em si, mas como um adjuvante das terapias convencionais, como a quimioterapia e a radioterapia, e usa-se sobretudo em casos já sem outra solução. “Normalmente são doentes que já esgotaram as modalidades clássicas e que podem desenvolver muitos efeitos secundários aos tratamentos. A hipertermia permite -nos, com doses de radiação mais baixas, obter o mesmo resultado”, explica Paulo Costa, radioncologista do Instituto CUF Porto.

É o próprio calor que tem benefícios: “Ao aumentarmos a circulação sanguínea em determinado local, pela indução de calor, estamos a oxigenar o próprio tumor e tornamo-lo mais sensível”, explica o especialista. No limite, a temperatura também contribui para destruir as células tumorais, acrescenta.

A primeira paciente
Maria do Céu Gaspar foi a primeira doente oncológica a ser tratada com radioterapia e hipertermia: fez 20 sessões de radioterapia, diárias, e 10 de hipertermia, a cada dois dias. O tratamento de hipertermia não causa desconforto, pelo contrário, “parece que estamos à braseira ou ao irradiador”, compara a telefonista, que trabalha no Centro Hospitalar da Cova da Beira. Teve apenas de ficar deitada numa maca, durante uma hora, com uma máquina – um equipamento com dois eléctrodos, que eleva a temperatura do tumor – a pressionar o sítio da lesão. Ao mesmo tempo, continuava com a quimioterapia oral, um comprimido diário – os três tratamentos em conjunto funcionaram em pleno.

A terapêutica não é, para já, comparticipada e cada sessão custa 175 euros – sendo que cada tratamento inclui em média 10 sessões. Ao todo, Maria do Céu Gaspar terá gasto mais de 8 mil euros, mas não lamenta. “Se eu tenho um médico que me diz que vai correr bem, então vão-se os anéis e ficam os dedos.”

Junho de 2016 (o mês em que terminou o tratamento combinado com hipertermia) foi o culminar de dois anos particularmente difíceis: em Junho de 2014 começou a sentir a mama esquerda quente e vermelha, um mês depois veio o embate de saber que tinha um cancro raro; no início da quimioterapia decidiu rapar a cabeça – “não queria ter a sensação do cabelo a cair” – entretanto foram as unhas dos pés e das mãos que começaram a parecer-lhe diferentes, esbranquiçadas e a deitar pus; houve um período em que, apesar de ser uma excelente cozinheira, perdeu o apetite e tudo lhe sabia a ferro, até a água.
Durante a segunda fase de tratamentos – a radioterapia pré-operação, em Fevereiro de 2015 –, mudou-se temporariamente para uma residência em Coimbra, que hospeda doentes em tratamento longe de casa, e onde andar de pijama era proibido. “Diziam-nos que aquele sítio era considerado um hotel, não queriam que ficássemos ali fechados e cabisbaixos.”

No início de Agosto de 2016, Maria do Céu Gaspar voltou a ter a pele do peito rosada e a convicção de que vai “continuar a viver”, porque os tratamentos resultaram. Só não consegue deixar de olhar-se todos os dias ao espelho, é inevitável andar à procura de algo fora do normal, mas a preocupação já não é tão grande. “Tenho esperança de que o bicho ficou ali… esturricado.”

Texto originalmente publicado na edição n.º 662, de Janeiro de 2017, da SÁBADO

link: https://www.sabado.pt/ciencia—saude/detalhe/sabe-que-o-calor-pode-ser-arma-contra-o-cancro

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DID YOU KNOW THAT HEAT CAN BE A POWERFUL WEAPON AGAINST CANCER? HYPERTHERMIA, USED IN CONJUNCTION WITH CHEMOTHERAPY AND RADIOTHERAPY, CAN BE THE SOLUTION WHEN THERE ARE NO OTHER ALTERNATIVES

January 2016. The red stain which formed on top of the scar, which has taken the place of your left breast, gave itself up. “It’s here again”, Maria do Céu Gaspar immediately thought. In a mere 15 days (the time it takes for the biopsy result to come back) it has grown: it started at the size of a two euro coin and has been spreading, like measles, the telephone operator rues. Maria do Céu was sure it was the ‘little monster’ – as she called it during her interview with SÁBADO. “The only thing we were unsure of was whether it was a recurrence or whether tumorous cells has been missed during the surgery (radical mastectomy).

However, that wasn’t even the main problem. That area had already been significantly weakened by previous treatments – the malignant carcinoma on her left breast was diagnosed in July 2014 and, since then, Maria has undergone pre-operatory chemotherapy and radiotherapy. One month of daily irradiation sessions have left the skin on her chest black and burnt, similar to a severe sun burn, which luckily never ruptured. She also recently began oral chemotherapy. Furthermore, the treatment which Maria really needs (more radiotherapy), in the dosages needed to have an effect, are not viable – “I would run the risk of sustaining lesions on my heart [due to the location of the recurrence].” Her body could not cope with so much toxicity.

Maria do Céu Gaspar appeared to have exhausted all alternatives, though she decided to pursue one last option: at the IPO in Coimbra, where she was being treated (she lives in Tortosendo, Covilhã) they mentioned an innovative therapy, which fights cancer using increases in temperature. She departed for Porto and signed up for the treatment. Unheard of in Portugal just one year prior, it gave her hope. The recurrence regressed and today she is free of cancer.

The new weapon in the fight against cancer is called Hyperthermia and it involves the emission of a radiofrequency current. This leads to a homogenous increase in temperature to between 41 and 43 degrees Celsius, in the target region or organ. It can also be aimed at the entire body. Currently only available at CUF Porto Hospital, it doesn’t work as a stand-alone treatment, but rather as an adjuvant to conventional therapies, such as chemotherapy and radiotherapy, and is primarily used as a last resort. “We usually apply this to patients who have run out of other more common options and who may develop excessive secondary effects to treatments. Hyperthermia allows us to achieve the same results with lower radiation levels” explains Paulo Costa, Radiation Oncologist at Instituto CUF, Porto.
It is the actual heat which has benefits: “By increasing the blood flow in the target area, by applying heat, we are oxygenating the tumour itself and making it more sensitive”, the specialist explains. At the limit, the heat also contributes to the destruction of the cancerous cells, he adds.

The first patient
Maria do Céu Gaspar was the first oncological patient to be treated with radiotherapy and hyperthermia: she did 20 daily sessions of radiotherapy and 10 of hyperthermia, every two days. Hyperthermia treatment doesn’t cause discomfort, in fact quite the opposite – “it feels like you’re standing by a log fire or radiator”, likens the telephone operator, who works at Cova da Beira Hospital. She simply had to lie down on a gurney for one hour with a machine – a piece of equipment which uses two electrodes to raise the temperature of the tumour – pressed against the target area. At the same time, she continued with the oral chemotherapy, one pill a day – the three approaches working in conjunction succeeded.

This therapy is not yet covered by the state and each session costs 175 euros, with each full course of treatment consisting of an average of ten sessions. In all, Maria do Céu will have spent 8 thousand euros, though she has no regrets – “If I have a doctor who tells me that everything is going to be OK, then the rings go to keep the fingers”. June of 2016 (the month in which Maria finished the combined hyperthermia treatment) was the culmination of two particularly difficult years: in June 2014 she noticed her left breast was red and felt warm, and one month later came the dreaded news that she has a rare form of cancer; at the start of chemotherapy she decided to shave off her hair – “I didn’t want to have the sensation that my hair was falling out” – and in the meantime it was her toe and fingernails which began to look different, whitened and seeping pus. There was a time when the accomplished cook completely lost her appetite; everything tasted of iron, or even water. During the second phase of treatment – pre-operative radiotherapy, in February 2015 -, she moved to a residence in Coimbra which hosts patients undergoing treatment far from home, and where pyjamas are prohibited. “They told us that the residence was considered a hotel, they didn’t want us to become shut-ins or crestfallen.

At the beginning of August 2016, Maria do Céu Gaspar’s gained back the rosy complexion on her chest, along with the conviction that she will “keep on living”, as the treatment was successful. However, she can’t stop checking herself in the mirror every day, constantly searching for anything out the ordinary is inevitable, but the worry is no longer so severe. “I have hope that the monster was left behind… burnt out of me”
Text originally published in edition number 662, January 2017, of SÁBADO magazine.

https://www.sabado.pt/ciencia—saude/detalhe/sabe-que-o-calor-pode-ser-arma-contra-o-cancro
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