Dr. Paulo Costa Partilha Perspetivas nas MDT Lung Talks sobre os Avanços no Tratamento do Cancro do Pulmão

O Dr. Paulo Costa, Radioncologista e Coordenador Clínico na Júlio Teixeira, participou recentemente nas MDT Lung Talks, organizadas pela AstraZeneca, onde integrou o painel de discussão “MDT in Borderland: How to Enjoy the Ride?”.

A sessão abordou os desafios clínicos associados à “zona cinzenta” do cancro do pulmão de não pequenas células (CPNPC) localmente avançado, irressecável em estadio III, explorando a forma como os avanços no diagnóstico, na radioterapia e nas terapêuticas sistémicas estão a influenciar a seleção do tratamento e os resultados dos doentes.

A Radioncologia como componente fundamental do planeamento terapêutico

O tratamento do CPNPC irressecável em estadio III exige uma estreita colaboração entre Radioncologia, Oncologia Médica, Cirurgia Torácica, Pneumologia, Radiologia e Anatomia Patológica, de forma a definir a abordagem mais adequada para cada doente.

Durante o painel, o Dr. Paulo Costa destacou o papel cada vez mais relevante da Radioncologia neste processo. Os avanços na imagiologia anatómica e funcional, aliados a um conhecimento mais aprofundado da biologia tumoral, estão a fornecer aos clínicos informação mais completa para apoiar um planeamento terapêutico personalizado.

Em vez de considerar cada modalidade terapêutica de forma isolada, a avaliação multidisciplinar permite definir a estratégia mais adequada para cada doente, seja através de quimiorradioterapia definitiva, cirurgia, terapêutica sistémica ou uma abordagem combinada.

Como a imunoterapia de consolidação mudou a prática clínica

O Dr. Paulo Costa refletiu também sobre a evolução do tratamento dos doentes com CPNPC irressecável em estadio III após quimiorradioterapia concomitante definitiva.

Destacou o estudo PACIFIC como um marco na prática clínica, por ter estabelecido a imunoterapia de consolidação como o tratamento de referência para os doentes elegíveis, demonstrando melhorias significativas na sobrevivência livre de progressão e na sobrevivência global.

A introdução subsequente do durvalumab veio reforçar o controlo da doença a longo prazo, representando um dos avanços mais importantes no tratamento do CPNPC localmente avançado nos últimos anos.

Leia a entrevista completa do Dr. Paulo Costa, publicada pela My Oncologia.