Júlio Teixeira participa em novo ensaio clínico internacional

[:pt]A Júlio Teixeira, SA, acaba de ser acreditada pelo Quality Assurance Review Center (QARC) como centro de radioterapia para tratamento de doentes no âmbito do Javelin Head & Neck 100, ensaio clínico internacional no tratamento do cancro da cabeça e pescoço.[:en]Julio Teixeira, S.A., was recently accredited by the Quality Assurance Review Centre (QARC) for patient treatment as a radiotherapy centre for the Javelin Head & Neck 100, an international trial on the treatment of cancer of the head and neck.[:]

Reportagem da TVSEI (Itália) – Dr Paulo Costa

[:pt]Reportagem TVSEI – Itália sobre a participação do Dr Paulo Costa na divulgação da técnica de aplicação de balões no tratamento do cancro da próstata.

http://www.tvsei.it/2018/03/asl-di-teramo-primi-in-italia-nella-cura-innovativa-del-cancro-alla-prostata/[:en]TVSEI report about Dr. Paulo Costa’s role in disseminating the balloon application technique for the treatment of prostate cancer.

http://www.tvsei.it/2018/03/asl-di-teramo-primi-in-italia-nella-cura-innovativa-del-cancro-alla-prostata/[:]

Participação da Júlio Teixeira na ASTRO 2017 em San Diego (USA)

BIOPROTECT BALLOON IMPLANT – PROTEÇÃO DOS TECIDOS SAUDÁVEIS NA RADIOTERAPIA PROSTÁTICA

[:pt]A JÚLIO TEIXEIRA, SA, continua pioneira na introdução de técnicas inovadoras em Radioterapia e de minimização dos efeitos secundários dos tratamentos, como é o caso do Bioprotect Balloon Implant. Este procedimento consiste na colocação de um balão biodegradável entre a próstata e o reto que permite a irradiação do tumor com doses de tratamento mais elevadas com menor toxicidade retal e maior controlo tumoral.[:en]Julio Teixeira, SA, continues to pioneer innovative techniques in radiotherapy and the minimisation of secondary effects, such as that of the Bioprotect Balloon Implant. This procedure involves the placement of a biodegradable balloon between the prostate and rectum which allows irradiation of the tumour at higher levels with less rectal toxicity and improved tumour control.[:]

A JÚLIO TEIXEIRA – RADIONCOLOGIA NA PRIMEIRA INTERVENÇÃO CIRÚRGICA COM RADIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIA REALIZADA NO HOSPITAL CUF VISEU

[:pt]Os Drs. Paulo S. Costa e Fernanda Ponte, respetivamente Radioncologista e Física-Médica da JÚLIO TEIXEIRA, participaram nas suas áreas de especialidade com a equipa de senologia do Hospital Cuf-Viseu no passado mês de Março, no primeiro procedimento de Radioterapia Intra-Operatória no decurso de uma cirurgia conservadora da mama. Este procedimento contou ainda com a presença do Dr. Fleming de Oliveira, coordenador da unidade de mama do ICUF-Porto.
Esta técnica realiza-se desde 27 de Abril de 2012 no ICUF Porto, consistindo na aplicação de uma dose única e concentrada de radiação no leito tumoral no decurso da cirurgia.[:en]Dr. Paulo S. Costa and Dr. Fernanda Ponte, Radiation Oncologist and Medical Physicist respectfully, of Julio Teixeira, SA, carried out their specialities with the senology team at the CUF Hospital – Viseu last March, in their first Intra-Operatory Radiotherapy procedure as part of conservative breast surgery. This procedure was also attended by Dr. Fleming de Olveira, coordinator of the breast unit at ICUF – Porto.
This technique has been carried out since the 27th of April 2012 at ICUF Porto, and involves the application of a single dose of concentrated radiation to the bed of the tumour during the course of surgery.
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Evento CyberKnife em Évora

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A JÚLIO TEIXEIRA – RADIONCOLOGIA promoveu, no dia 21 de Abril, em Évora, uma sessão científica dedicada tema “CYBERKNIFE – EVOLUÇÃO E NOVOS CONCEITOS EM RADIOTERAPIA ESTEREOTÁXICA”, tendo como oradores o Dr. LUDOVIC PEYRE, Product Manager Internacional da ACCURAY e o Dr. PAULO COSTA, Coordenador Clínico da Sociedade, que partilhou a experiência inicial da unidade CYBERKNIFE da JÚLIO TEIXEIRA no ICUF Porto. No final da sessão, foi servido um Jantar no Hotel Convento do Espinheiro, onde decorreu a apresentação.

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[:en]On the 21st of April JULIO TEIXEIRA – RADIONCOLOGIA hosted a dedicated scientific session on “CYBERKNIFE – NEW CONCEPTS AND THE EVOLUTION OF STEREOTAXIC RADIOTHERAPY”, with Dr. LUDOVIC PEYRE, International Product Manager at ACCURAY e Dr. PAULO COSTA, our Clinical Coordinator, as speakers. Dr. PAULO COSTA shared his initial experiences with JULIO TEIXEIRA’S CYBERKNIFE unit at ICUF Porto. At the end of the session, a dinner was held at the Hotel Convento do Espinheiro, where the presentation was given.

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Hipertermia no tratamento do cancro – Entrevista Porto Canal

[:pt]Programa: Consultório do Porto Canal, dia 16 de Janeiro de 2017

Assista ao video, clique aqui!

Tema: Hipertermia no tratamento do cancro
Dr. Moreira Pinto (Oncologista) e Dr. Paulo Costa (Radioncologista)[:en]Program: ‘Consultório’ on Porto Canal, 16th of January 2017
Watch the video, click here!!
Topic: Hyperthermia in the treatment of cancer
Dr. Moreira Pinto (Oncologist) and Dr. Paulo Costa (Radiation Oncologist)


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Reportagem na revista SÁBADO – Hipertermia

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Sabia que o calor pode ser uma poderosa arma contra o cancro? A hipertermia, usada em conjunto com a quimioterapia e a radioterapia, pode ser a solução quando já não há alternativas

Janeiro de 2016. A mancha vermelha que lhe apareceu por cima da cicatriz, e que agora existe no lugar da sua mama esquerda, denunciava-se a si própria. “Está aqui novamente”, pensou de imediato Maria do Céu Gaspar. Em apenas 15 dias (o tempo que o resultado da biópsia demorou a estar pronto) cresceu: começou com o tamanho de uma moeda de dois euros e foi-se alastrando, como o sarampo, compara a telefonista. Maria do Céu tinha a certeza de que era “o monstrinho” – como se referiu ao cancro na conversa com a SÁBADO. “Só não se sabia se era uma recidiva ou se tinham ficado células tumorais depois da cirurgia [uma mastectomia radical].”

Mas esse nem era o principal problema. O pior é que aquela zona já estava bastante combalida por causa dos tratamentos – o carcinoma invasivo na mama esquerda fora-lhe diagnosticado em Julho de 2014 e, desde então, já tinha feito quimioterapia e radioterapia pré-operação. As radiações diárias, ao longo de um mês, deixaram-lhe a pele do peito preta e assada, como uma queimadura solar – que, por sorte, nunca chegou a abrir ferida. E, recentemente, iniciara quimioterapia oral. Mais: o tratamento de que realmente precisava (mais radioterapia), nas doses necessárias para produzir algum efeito, não era exequível. “Corria o risco de ficar com lesões no coração [por causa do local da recidiva].” O organismo não aguentaria tanta toxicidade.

Maria do Céu Gaspar parecia ter esgotado todas as alternativas, mas correu atrás de uma última hipótese: no IPO de Coimbra, onde estava a ser seguida (vive em Tortosendo, na Covilhã) falaram-lhe de uma terapia inovadora, que combate o cancro através do aumento da temperatura. Partiu para o Porto e dispôs-se a experimentar. O tratamento, até há pouco mais de um ano inédito em Portugal, deu-lhe uma nova oportunidade. A recidiva regrediu e hoje está sem evidências da doença.

A nova arma na luta contra o cancro chama-se hipertermia e consiste na emissão de uma corrente de radiofrequência. O que significa basicamente um aumento homogéneo da temperatura, entre os 41 e os 43 graus, na região ou no órgão que se pretende tratar. Também pode ser dirigida a todo o corpo. Para já disponível apenas no Hospital CUF Porto, não funciona como um tratamento em si, mas como um adjuvante das terapias convencionais, como a quimioterapia e a radioterapia, e usa-se sobretudo em casos já sem outra solução. “Normalmente são doentes que já esgotaram as modalidades clássicas e que podem desenvolver muitos efeitos secundários aos tratamentos. A hipertermia permite -nos, com doses de radiação mais baixas, obter o mesmo resultado”, explica Paulo Costa, radioncologista do Instituto CUF Porto.

É o próprio calor que tem benefícios: “Ao aumentarmos a circulação sanguínea em determinado local, pela indução de calor, estamos a oxigenar o próprio tumor e tornamo-lo mais sensível”, explica o especialista. No limite, a temperatura também contribui para destruir as células tumorais, acrescenta.

A primeira paciente
Maria do Céu Gaspar foi a primeira doente oncológica a ser tratada com radioterapia e hipertermia: fez 20 sessões de radioterapia, diárias, e 10 de hipertermia, a cada dois dias. O tratamento de hipertermia não causa desconforto, pelo contrário, “parece que estamos à braseira ou ao irradiador”, compara a telefonista, que trabalha no Centro Hospitalar da Cova da Beira. Teve apenas de ficar deitada numa maca, durante uma hora, com uma máquina – um equipamento com dois eléctrodos, que eleva a temperatura do tumor – a pressionar o sítio da lesão. Ao mesmo tempo, continuava com a quimioterapia oral, um comprimido diário – os três tratamentos em conjunto funcionaram em pleno.

A terapêutica não é, para já, comparticipada e cada sessão custa 175 euros – sendo que cada tratamento inclui em média 10 sessões. Ao todo, Maria do Céu Gaspar terá gasto mais de 8 mil euros, mas não lamenta. “Se eu tenho um médico que me diz que vai correr bem, então vão-se os anéis e ficam os dedos.”

Junho de 2016 (o mês em que terminou o tratamento combinado com hipertermia) foi o culminar de dois anos particularmente difíceis: em Junho de 2014 começou a sentir a mama esquerda quente e vermelha, um mês depois veio o embate de saber que tinha um cancro raro; no início da quimioterapia decidiu rapar a cabeça – “não queria ter a sensação do cabelo a cair” – entretanto foram as unhas dos pés e das mãos que começaram a parecer-lhe diferentes, esbranquiçadas e a deitar pus; houve um período em que, apesar de ser uma excelente cozinheira, perdeu o apetite e tudo lhe sabia a ferro, até a água.
Durante a segunda fase de tratamentos – a radioterapia pré-operação, em Fevereiro de 2015 –, mudou-se temporariamente para uma residência em Coimbra, que hospeda doentes em tratamento longe de casa, e onde andar de pijama era proibido. “Diziam-nos que aquele sítio era considerado um hotel, não queriam que ficássemos ali fechados e cabisbaixos.”

No início de Agosto de 2016, Maria do Céu Gaspar voltou a ter a pele do peito rosada e a convicção de que vai “continuar a viver”, porque os tratamentos resultaram. Só não consegue deixar de olhar-se todos os dias ao espelho, é inevitável andar à procura de algo fora do normal, mas a preocupação já não é tão grande. “Tenho esperança de que o bicho ficou ali… esturricado.”

Texto originalmente publicado na edição n.º 662, de Janeiro de 2017, da SÁBADO

link: https://www.sabado.pt/ciencia—saude/detalhe/sabe-que-o-calor-pode-ser-arma-contra-o-cancro

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DID YOU KNOW THAT HEAT CAN BE A POWERFUL WEAPON AGAINST CANCER? HYPERTHERMIA, USED IN CONJUNCTION WITH CHEMOTHERAPY AND RADIOTHERAPY, CAN BE THE SOLUTION WHEN THERE ARE NO OTHER ALTERNATIVES

January 2016. The red stain which formed on top of the scar, which has taken the place of your left breast, gave itself up. “It’s here again”, Maria do Céu Gaspar immediately thought. In a mere 15 days (the time it takes for the biopsy result to come back) it has grown: it started at the size of a two euro coin and has been spreading, like measles, the telephone operator rues. Maria do Céu was sure it was the ‘little monster’ – as she called it during her interview with SÁBADO. “The only thing we were unsure of was whether it was a recurrence or whether tumorous cells has been missed during the surgery (radical mastectomy).

However, that wasn’t even the main problem. That area had already been significantly weakened by previous treatments – the malignant carcinoma on her left breast was diagnosed in July 2014 and, since then, Maria has undergone pre-operatory chemotherapy and radiotherapy. One month of daily irradiation sessions have left the skin on her chest black and burnt, similar to a severe sun burn, which luckily never ruptured. She also recently began oral chemotherapy. Furthermore, the treatment which Maria really needs (more radiotherapy), in the dosages needed to have an effect, are not viable – “I would run the risk of sustaining lesions on my heart [due to the location of the recurrence].” Her body could not cope with so much toxicity.

Maria do Céu Gaspar appeared to have exhausted all alternatives, though she decided to pursue one last option: at the IPO in Coimbra, where she was being treated (she lives in Tortosendo, Covilhã) they mentioned an innovative therapy, which fights cancer using increases in temperature. She departed for Porto and signed up for the treatment. Unheard of in Portugal just one year prior, it gave her hope. The recurrence regressed and today she is free of cancer.

The new weapon in the fight against cancer is called Hyperthermia and it involves the emission of a radiofrequency current. This leads to a homogenous increase in temperature to between 41 and 43 degrees Celsius, in the target region or organ. It can also be aimed at the entire body. Currently only available at CUF Porto Hospital, it doesn’t work as a stand-alone treatment, but rather as an adjuvant to conventional therapies, such as chemotherapy and radiotherapy, and is primarily used as a last resort. “We usually apply this to patients who have run out of other more common options and who may develop excessive secondary effects to treatments. Hyperthermia allows us to achieve the same results with lower radiation levels” explains Paulo Costa, Radiation Oncologist at Instituto CUF, Porto.
It is the actual heat which has benefits: “By increasing the blood flow in the target area, by applying heat, we are oxygenating the tumour itself and making it more sensitive”, the specialist explains. At the limit, the heat also contributes to the destruction of the cancerous cells, he adds.

The first patient
Maria do Céu Gaspar was the first oncological patient to be treated with radiotherapy and hyperthermia: she did 20 daily sessions of radiotherapy and 10 of hyperthermia, every two days. Hyperthermia treatment doesn’t cause discomfort, in fact quite the opposite – “it feels like you’re standing by a log fire or radiator”, likens the telephone operator, who works at Cova da Beira Hospital. She simply had to lie down on a gurney for one hour with a machine – a piece of equipment which uses two electrodes to raise the temperature of the tumour – pressed against the target area. At the same time, she continued with the oral chemotherapy, one pill a day – the three approaches working in conjunction succeeded.

This therapy is not yet covered by the state and each session costs 175 euros, with each full course of treatment consisting of an average of ten sessions. In all, Maria do Céu will have spent 8 thousand euros, though she has no regrets – “If I have a doctor who tells me that everything is going to be OK, then the rings go to keep the fingers”. June of 2016 (the month in which Maria finished the combined hyperthermia treatment) was the culmination of two particularly difficult years: in June 2014 she noticed her left breast was red and felt warm, and one month later came the dreaded news that she has a rare form of cancer; at the start of chemotherapy she decided to shave off her hair – “I didn’t want to have the sensation that my hair was falling out” – and in the meantime it was her toe and fingernails which began to look different, whitened and seeping pus. There was a time when the accomplished cook completely lost her appetite; everything tasted of iron, or even water. During the second phase of treatment – pre-operative radiotherapy, in February 2015 -, she moved to a residence in Coimbra which hosts patients undergoing treatment far from home, and where pyjamas are prohibited. “They told us that the residence was considered a hotel, they didn’t want us to become shut-ins or crestfallen.

At the beginning of August 2016, Maria do Céu Gaspar’s gained back the rosy complexion on her chest, along with the conviction that she will “keep on living”, as the treatment was successful. However, she can’t stop checking herself in the mirror every day, constantly searching for anything out the ordinary is inevitable, but the worry is no longer so severe. “I have hope that the monster was left behind… burnt out of me”
Text originally published in edition number 662, January 2017, of SÁBADO magazine.

https://www.sabado.pt/ciencia—saude/detalhe/sabe-que-o-calor-pode-ser-arma-contra-o-cancro
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